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TOADA ___ Eu posso ter, sem tendência, Te ferido, flor amada. Não sei se tens consciência Do que feriste também. Há muitas adagas frias A me ferirem o peito. Ficar, porem, tu não ias. Não ias do mesmo jeito. Bem por isso, flor amada, Que do luar ao nascente, Estrela-e a madrugada Uma lágrima corrente... Que ainda assim eu sofro... Caio Como alguém nunca tombou. Não veio do céu este raio Que o peito meu escavou. De levar uma verdade Ao ver-te ao longe chorar. - Foi preciso a tempestade Para a flor desabrochar?... E a culpa de minha parte Vou levando noite e dia Como o cinzel da minha arte... Cruz da minha Romaria... Ponho-me em rastros e preces Pra voltar sem os meus fardos... Mas a flor que me ofereces Então é um buquê de cardos. Posso te querer amiga Quando esta alma envenenada Rememorar a cantiga Da futura namorada... Enquanto isso, flor amada, Minha legenda de paz É seguir a mesma estrada Onde dói olhar pra trás... (Paulo Mauricio G. Silva – Do ebook “Os versos Que Não Te Mandei) 
- Postado por: paulo às 18h30
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